O “pequeno farol azul” de condução autônoma foi suspenso? O uso de lâmpadas automotivas passará a ser regido por uma norma nacional.
Recentemente, a “luz azul” dos sistemas de condução autônoma tem gerado ampla atenção e debate no setor automotivo e de iluminação, bem como na internet, devido ao risco de ser proibida por não estar em conformidade com a atual norma nacional obrigatória “Regras para a Instalação de Dispositivos de Iluminação Externa e Sinais Luminosos em Automóveis e Reboques” (GB 4785-2019).
Segundo a CCTV News, o repórter soube, junto ao Instituto Chinês de Padronização Automotiva, que atualmente alguns veículos equipados com sistemas de assistência à condução passaram a instalar a “luz azul”, indicando aos demais usuários da via que se encontram em modo de operação assistido. No entanto, essa luz apresenta uso indevido, o que pode acarretar riscos à segurança.

Segundo especialistas, especialmente quando acesa durante a noite, a “luz azul” tende a causar ofuscamento e incômodo visual aos demais motoristas, dificultando a avaliação das condições do trânsito e aumentando a probabilidade de outros condutores aproveitarem a situação para realizar ultrapassagens forçadas ou seguir muito próximo, elevando os riscos nas vias.
No âmbito nacional, embora a norma GB 4785-2019 ainda não estabeleça requisitos específicos quanto ao uso da “luz azul”, de acordo com esse padrão, em princípio não deveriam ser utilizados dispositivos de iluminação externa e sinais luminosos que não estejam definidos nessa norma. Internacionalmente, o Grupo de Trabalho sobre Iluminação e Sinais Luminosos (GRE) e o Grupo de Trabalho sobre Veículos Autônomos e Conectados (GRVA), ambos vinculados ao Fórum Mundial para a Harmonização das Regulamentações Relativas a Veículos da ONU (UN/WP.29), estão conduzindo estudos sobre a “luz azul”; contudo, persistem debates quanto aos benefícios em termos de segurança e aos potenciais riscos associados.
O Comitê Técnico Nacional de Padronização Automotiva, sob a orientação das autoridades competentes, está promovendo a revisão e a elaboração da norma GB 4785 “Requisitos para a Instalação de Dispositivos de Iluminação Externa e Sinais Luminosos em Automóveis e Reboques” (número de projeto 20262535-Q-339), ao mesmo tempo em que reforça as avaliações de aprovação e os procedimentos de testes e validação relativos a inovações de design mais “radicais”, visando padronizar ainda mais a instalação e o uso de lâmpadas nos veículos e elevar a segurança dos produtos automotivos.
A “luz azul” dos sistemas de condução autônoma foi inicialmente concebida para facilitar a interação entre veículos e infraestrutura de transporte; porém, a instalação indiscriminada por parte das montadoras, sem padrões estabelecidos, vem gerando riscos como ofuscamento e indução de manobras perigosas por outros motoristas. As novas regulamentações buscam, por um lado, controlar modificações desordenadas e, por outro, aperfeiçoar as normas nacionais, conciliando inovação tecnológica com a segurança viária e estabelecendo limites claros para a conformidade dos faróis inteligentes.
Fontes: CCTV News, internet, entre outras; compilação