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A CCTV revelou irregularidades no sistema de certificação CCC de luminárias em Zhongshan! Chegou a grande avaliação do setor.

Fonte: China Light Leituras: 246



Em 13 de setembro, a CCTV News e a Televisão Central da China divulgaram os resultados de uma investigação secreta realizada durante a primeira inspeção nacional de qualidade na “Capital Chinesa da Iluminação”, em Zhongshan. A equipe de inspeção, ao realizar visitas in loco às lojas do Mercado de Acessórios para Luminárias, constatou que algumas pequenas empresas e pequenos estabelecimentos continuam a vender produtos sem certificação, com informações falsas ou fraudulentas, além de utilizar indevidamente o selo CCC, entre outras irregularidades.


De acordo com a reportagem da CCTV, no final de julho, o Gabinete do Grupo de Coordenação para a Construção de um País Forte em Termos de Qualidade, em conjunto com órgãos membros relevantes, iniciou a primeira inspeção nacional de qualidade. Especialistas da inspeção realizaram visitas secretas aos mercados de acessórios para luminárias Global, Ruifeng e Qingfeng, enquanto repórteres da CCTV registravam simultaneamente as condições no local.


Em várias lojas, os inspetores encontraram grande quantidade de luminárias de teto LED que, embora apresentem certificado de conformidade, não possuem nome nem endereço da empresa no rótulo. Além disso, algumas lojas vendiam luminárias de escritório LED com o selo CCC impresso, mas sem o modelo correspondente. Os vendedores afirmaram: “O certificado não é específico para cada modelo; é um certificado genérico utilizado indiscriminadamente.”


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(Fonte da imagem: conta oficial da CCTV News)


Na loja de processamento de iluminação Yihu, em Guzhen, as irregularidades eram ainda mais graves. Ao abrir e inspecionar 27 caixas de lâmpadas para salas de aula que protegem os olhos, verificou-se que, apesar de ostentarem o selo CCC, não havia nenhum certificado válido; o rótulo, o certificado de conformidade e a embalagem externa estavam completamente desprovidos de nome e endereço do fabricante, caracterizando claramente um produto “sem certificado, sem marca e sem origem”. No local, também foram apreendidas 11 caixas de lâmpadas planas LED, igualmente sem identificação do fabricante e sem certificado CCC válido; além disso, as caixas continham marcas de duas empresas distintas, sendo que a “Fábrica de Luminárias de Iluminação Heyi de Zhongshan” se revelou inexistentes, suspeita‑se de falsificação de informações empresariais.


No lado da produção, a Guangdong Yixun Lighting Co., Ltd. continuou a organizar a produção em massa de luminárias e a armazenar os produtos acabados mesmo após ter seu certificado CCC revogado. Em inspeções subsequentes, foram selecionadas 19 remessas, das quais 18, totalizando 1.430 unidades, foram consideradas não conformes. As luminárias envolvidas já foram confiscadas e a empresa foi multada.


Segundo os especialistas da inspeção, ao ocultar deliberadamente o nome e o endereço do fabricante, as empresas buscam romper a cadeia de rastreamento, evitando assim responsabilidades legais e compensações decorrentes de eventuais acidentes. Como as luminárias são conectadas diretamente à rede elétrica de 220 V, apresentam sérios riscos de segurança; segundo a normativa, todos os produtos incluídos no catálogo devem obter certificação CCC, e a comercialização de itens sem certificado válido constitui infração. Atualmente, as informações obtidas pela inspeção foram encaminhadas a Zhongshan, onde já foram instaurados procedimentos investigativos contra todos os envolvidos, além de ter sido lançada uma campanha intensiva para melhorar a qualidade dos produtos de iluminação.



Observação do setor: as práticas irregulares são diversificadas, e os requisitos de conformidade estão sendo elevados de forma abrangente


Zhongshan, como polo central da indústria de iluminação nacional, responde por mais da metade do mercado doméstico de iluminação residencial. Uma cadeia de suprimentos madura e custos de produção baixos constituem suas principais vantagens. Porém, o tamanho imenso do setor também traz consigo um grande número de micro e pequenas empresas, bem como bancas em mercados atacadistas, que há muito tempo se veem presas a uma competição baseada em preços baixos, resultando em práticas como a utilização fraudulenta de certificados e a venda de produtos sem qualquer tipo de certificação.


Com base nas amostras já divulgadas, as principais irregularidades atualmente podem ser classificadas em três categorias:


Primeiro, a “fraude de certificado”: após a obtenção do certificado por parte de uma empresa A, outra empresa B utiliza diretamente esse certificado ou então o mesmo certificado é aplicado a diversos produtos com aparência similar, mas componentes internos diferentes, recorrendo a um “certificado genérico”. Contudo, a certificação CCC segue o princípio de “um certificado por modelo”; as informações do certificado devem corresponder exatamente ao produto real, e qualquer alteração nos componentes-chave — como fonte de alimentação, placa de iluminação ou isolantes — pode exigir nova solicitação ou extensão do certificado. Nesses casos, o selo CCC estampado na embalagem do produto é apenas uma impressão sem validade.


Segundo, a “produção contínua apesar da revogação do certificado”: quando o certificado de uma empresa é cancelado devido a falhas detectadas em inspeções, em vez de interromper a produção e a venda dos modelos afetados conforme determina a regulamentação, a empresa simplesmente troca a embalagem ou o nome da marca e continua a produzir.


Terceiro, a “falsificação de certificado” ou “empréstimo de certificado”: comerciantes ou lojas de processamento detêm números de certificados autênticos, mas produzem modelos cujos nomes, fábricas ou componentes-chave divergem dos dados registrados no certificado. Esses riscos já têm sido observados em compras destinadas a projetos de construção e escolas; a vulnerabilidade comum reside no fato de que os compradores costumam avaliar apenas cópias dos certificados, sem consultar plataformas oficiais para verificar o status do certificado, a fábrica responsável e o modelo específico, o que acaba gerando situações em que “o certificado e o produto parecem não estar relacionados”.


A raiz dessas irregularidades está na pressão exercida pela concorrência de preços sobre o espaço disponível para a conformidade. Um certificado CCC regular, desde a solicitação até a inspeção na fábrica e a emissão final, pode levar vários meses e custar valores significativos. Quando a guerra de preços atinge seu ápice, alguns pequenos e médios comerciantes passam a tratar a “conformidade” como um item opcional, em vez de uma exigência indispensável.


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A partir de 1º de janeiro de 2026, entrará em vigor a nova versão da norma de segurança para luminárias GB/T 7000.1-2023, obrigando a substituição de todos os certificados antigos até o final do ano; em 1º de dezembro de 2026, será implementada a “Lista de Produtos Industriais Prioritários para Venda Online”, exigindo que os vendedores de iluminação na internet também estejam devidamente certificados. As novas regras impõem restrições rigorosas quanto à certificação CCC tanto para plataformas quanto para fabricantes e comerciantes.


Os dados de inspeções de validade do certificado CCC realizadas pela Administração Estatal de Regulação do Mercado em 2025 mostram ainda que, entre as 79 certificações revogadas, 43 correspondiam a luminárias embutidas, 25 a luminárias fixas e 11 a luminárias portáteis. Esses números corroboram os achados da investigação secreta em Zhongshan: luminárias embutidas, lâmpadas planas e luminárias para salas de aula representam áreas de alta incidência de desalinhamento entre produto e certificado, bem como de risco elevado de revogação, devendo ser alvos prioritários de verificação nos canais de distribuição.


Com a entrada em vigor obrigatória das novas regras, os pequenos e médios fabricantes que dependiam tradicionalmente de “certificados genéricos” enfrentam agora o teste mais severo; já aqueles que mantêm a conformidade podem vir a colher benefícios nesse processo de reorganização regulatória. À medida que a fiscalização se expande do ambiente físico para o digital, e a gestão dos certificados passa de estática a dinâmica, a “prova de conformidade” do setor de iluminação já começou.


Fontes das informações: conta oficial da CCTV News e do canal de vídeos, compiladas e editadas por redação.



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