Chega de competição exagerada por parâmetros! Feng Jian expõe novas estratégias e caminhos práticos para a iluminação saudável (com guia essencial para evitar armadilhas em projetos comerciais)
Em 16 de setembro, o salão “Guangci Light Expo Online”, organizado pela Zhongshan Gudian Light Expo Co., Ltd. e promovido pela China Zhi Guang Media e pelo Ming Classroom, foi realizado virtualmente. Nesta edição, convidou‑se o professor Feng Jian, vice‑presidente da Sociedade de Iluminação da Província de Henan e designer sênior de iluminação, que, abordando a transição do setor de iluminação da “revolução da eficiência energética” para a “revolução do ambiente luminoso centrado no ser humano”, apresentou aos profissionais do setor o quadro teórico da iluminação saudável e métodos práticos de implementação em projetos.
Mudança de mentalidade:
De “vender fluxo luminoso” para “entregar luz verificável”
O professor Feng Jian destacou que, no passado, a indústria costumava comercializar parâmetros dos equipamentos e competir com base no fluxo luminoso, tendo como ponto de partida do projeto a ideia de “este espaço está muito escuro, precisa de mais luz” ou “vender a luminária e deixá‑la acesa já é valor”. Com a entrada em vigor de requisitos rígidos, como limites de luz azul, o mercado vem se voltando para uma abordagem centrada no ser humano — o objetivo do projeto deve ser proporcionar, aos espaços e às pessoas reais, um valor de iluminação saudável, perceptível e verificável.

Tendência de receita das três grandes empresas nos últimos dez anos
Base científica:
Os quatro quadrantes de valor da iluminação saudável
Uma luz adequada deve superar a avaliação dos quatro quadrantes saúde, sustentabilidade, produtividade e emoções: o quadrante da saúde diz respeito à iluminação circadiana e à melatonina; o quadrante da sustentabilidade abrange o ciclo de vida completo, as metas de carbono neutro e a reciclabilidade; o quadrante da produtividade envolve a concentração e a eficiência no trabalho; e o quadrante das emoções está relacionado ao ambiente, às interações sociais e às memórias afetivas. Por outro lado, as normas nacionais e industriais tradicionais geralmente cobrem apenas parâmetros do produto, como iluminância, eficiência luminosa, índice de ofuscamento e índice de reprodução de cor, deixando justamente de fora a questão crucial: “qual é o impacto real da iluminação sobre as pessoas?”
Que tipo de luz é adequada para esta pessoa diante de mim?
É preciso começar a compreender as pessoas
A nova norma nacional GB/T 46119‑2025 “Dose de Efeitos Biológicos Não Visuais da Luz sobre o Olho Humano” preencheu essa lacuna, destacando dois indicadores especialmente importantes:
m‑EDI (iluminância equivalente à luz diurna D65, em resposta à melanopsina): medido segundo a posição vertical do olho humano, considerando 1,2 m na posição sentada e 1,5 m na posição em pé, em vez dos tradicionais 75 cm da superfície de trabalho; requer espectrorradiômetro portátil, pois o luxímetro comum não consegue medir.
CS (valor de estímulo circadiano): varia de 0 a 1, refletindo a intensidade da supressão da melatonina durante a noite.
Tomando o quarto como exemplo, nas três horas anteriores ao sono, o valor de m‑EDI deve ser inferior a 10 lx e o valor de CS inferior a 0,1; valores acima desses limites interferem na secreção de melatonina e prejudicam o sono — conclusões baseadas em amplas pesquisas com populações chinesas.

Valores recomendados pela GB/T 46119‑2025 “Dose de Efeitos Biológicos Não Visuais da Luz sobre o Olho Humano”
O professor Feng enfatizou que a iluminação saudável deve formar um ciclo fechado:
Cadeia da iluminação saudável:
Projeto do ambiente luminoso + resposta fisiológica humana → benefícios para a saúde → otimização contínua.
Cadeia da iluminação inteligente:
Conexão de dispositivos + percepção de dados → tomada de decisão inteligente → feedback na execução.
Se qualquer elo desse ciclo for quebrado, a iluminação saudável torna‑se apenas discurso de marketing, e a iluminação inteligente não passa de pseudo‑inteligência com Wi‑Fi adicionado.
Design residencial:
Fórmula de iluminação 24 horas
Diante da situação atual, em que as pessoas modernas sofrem com a falta de luz natural durante o dia e são afetadas pela luz azul dos ecrãs à noite, o professor Feng Jian propõe ajustar dinamicamente o ambiente luminoso conforme os períodos do dia e da noite:
6h30–9h00: luz branca fria, auxiliando o organismo a despertar rapidamente.
9h00–17h00: iluminância e reprodução de cor confortáveis, garantindo a eficiência no trabalho.
17h00–21h00: luz quente entre 3000–3500 K, criando um ambiente acolhedor.
21h00–23h00: redução da temperatura de cor (abaixo de 2000 K) e controle do valor de m‑EDI, minimizando interferências no sono.
Noite avançada: temperatura de cor extremamente baixa, assegurando que idosos não sejam perturbados por luz forte ao levantar‑se durante a noite.
Insights de design
A verdadeira iluminação inteligente não é apenas ligar/desligar ou aumentar a intensidade; trata‑se de um “roteiro luminoso” que acompanha o ritmo circadiano humano. As soluções tradicionais frequentemente ignoram as necessidades especiais de luz antes de dormir e durante a noite, sendo esse um dos fatores invisíveis que comprometem a qualidade do sono das pessoas modernas.
Para idosos que precisam levantar‑se à noite, ele apresentou cinco pontos-chave: reduzir a iluminância vertical na altura dos olhos (1,2 m); evitar que a fonte de luz incida diretamente sobre a linha de visão; atenuar a iluminação elevada e preferir luminárias com proteção contra ofuscamento (evitando luminárias embutidas); utilizar mais fontes de luz baixas, indiretas e suaves; e manter a continuidade da iluminação ao longo do caminho até o banheiro, eliminando áreas escuras e reduzindo o risco de quedas.
O professor Feng também lembrou que não é necessário demonizar a luz azul — durante o dia, ela é indispensável e, em ambientes de escritório, sua presença controlada pode até melhorar a concentração; somente à noite é preciso exercer rigoroso controle para não prejudicar o sono.

Destaque para a faixa crítica: luz azul de curto comprimento de onda, entre 460–490 nm (intervalo central de maior impacto).
Ele ainda apresentou uma lista de verificação de cinco perguntas para a iluminação residencial (divisão por períodos, valor de m‑EDI antes de dormir, rota até o banheiro, transição entre estudo e sono, integração entre telas noturnas e sistemas finais), como ferramenta de autoavaliação para designers. Tanto esta lista quanto a nova norma nacional mencionada acima são recomendadas, e não obrigatórias.
Design de ambientes corporativos:
Quatro cenários principais + dicas para evitar armadilhas na obra
Na parte de projetos corporativos, toma‑se como base a norma de construção WELL, abrangendo escritórios, hospitais, hotéis e centros de cuidados. No caso dos escritórios, não basta atingir 300 lx na mesa; durante o dia, é necessário manter uma iluminância vertical suficiente na altura dos olhos, e, durante a hora de maior sonolência à tarde, elevar localmente para mais de 800 lx, dissipando o cansaço; já nos ambientes hospitalares e de cuidados, prioriza‑se a iluminação circadiana.

À esquerda, acima: caso‑referência: quarto circadiano do Hospital de Cuidados para Idosos SuKang, em Suzhou.
À direita, acima: inSona, Hospital de Cuidados para Idosos SuKang, em Suzhou (quarto circadiano).
À esquerda, abaixo: residência de alto padrão em Xangai, de Tang Guo.
À direita, abaixo: edifício de escritórios 5A da Signify.
Entre as armadilhas mais comuns na fase de execução estão: controle descontrolado da tolerância de cor, cálculo apenas das luminárias sem considerar a reflexão ambiental, obstrução por móveis e decoração, e ajuste apenas da intensidade sem regular a sequência temporal.
O professor Feng sugeriu medidas de controle desde a origem: quantificar a tolerância de cor e indicadores como m‑EDI no documento de licitação; exigir que todas as luminárias de um mesmo lote sejam identificadas por amostras seladas, realizar testes de comparação ao chegar e recusar categoricamente produtos não conformes, garantindo assim um controle integral pré‑, meio‑ e pós‑execução. Em casos‑referência como o quarto circadiano do Hospital de Cuidados para Idosos SuKang, residências de alto padrão e edifícios de escritórios 5A, ele implementou tanto a iluminação circadiana quanto a verificação por medições reais.
Cinco ações que os designers podem aplicar já nesta semana
Incluir indicadores não visuais como m‑EDI e CS no projeto, aumentando sua credibilidade.
Definir claramente no contrato requisitos técnicos como espectro SPD, sequência temporal e curva de distribuição de luz.
Levar um espectrorradiômetro ao local de inspeção para medições in loco.
Considerar previamente as condições de acabamento e decoração do espaço, antecipando possíveis perdas de luz.
Reforçar a supervisão no local e o gerenciamento do projeto, assegurando a consistência entre o projeto e a execução.
Perguntas e respostas
Na sessão interativa do salão, o professor Feng Jian respondeu ainda às dúvidas levantadas pelo público:
1. A lista de verificação de cinco perguntas para residências e a lista de verificação para obras são obrigatórias ou recomendadas?
O professor Feng: são recomendadas, não constituem cláusulas obrigatórias; a GB/T 46119‑2025 também é uma norma nacional recomendada. Incluir essas listas no projeto demonstra uma preocupação centrada no ser humano e reforça a credibilidade.
2. Como evitar problemas de execução como controle descontrolado da tolerância de cor, obstrução por móveis e falha na calibração?
O professor Feng: controle desde a licitação: quantificar todos os indicadores, incluindo tolerância de cor e m‑EDI; exigir que as luminárias de um mesmo lote sejam identificadas por amostras seladas, realizar testes de comparação ao chegar e recusar categoricamente produtos não conformes. Um controle rigoroso em todas as etapas — projeto, fornecimento e inspeção — ajuda a reduzir o descompasso entre o projeto e a execução.
3. Como comunicar o valor da iluminação saudável ao cliente e incentivar o pagamento?
O professor Feng: incorporar m‑EDI, CS, estroboscopia, efeitos não visuais sobre a melatonina, controle da temperatura de cor e sequência temporal no escopo do projeto, em vez de apresentar apenas iluminância e temperatura de cor; o designer deve participar ativamente da compra, realizar medições in loco com espectrorradiômetro e apresentar valores quantificáveis, garantindo a coerência entre o projeto e a execução.
4. O que fazer quando o relatório de teste da fábrica e as medições in loco divergem?
O professor Feng: o relatório da fábrica avalia apenas os parâmetros intrínsecos da luminária, enquanto as medições in loco avaliam a resposta do olho humano, influenciada pela forma de instalação e pela reflexão ambiental. Em caso de discrepância, primeiro investigar se o problema está na luminária ou na execução; se, após a calibração, ainda não houver conformidade, colaborar com a fábrica para ajustar a adaptação da luminária.
5. Quais são as primeiras ações que um designer iniciante deve adotar para colocar em prática o conceito de iluminação saudável?
O professor Feng: primeiro dominar as normas nacionais vigentes de iluminação e familiarizar‑se com softwares de projeto (como DIALux evo e Koolux); usar o Koolux para simular m‑EDI e a iluminância equivalente à melanopsina, avaliando simultaneamente a iluminância vertical na altura dos olhos, além da iluminância da superfície de trabalho, e levando em conta o índice LPD de economia de energia. Escutar, observar e estudar bastante, implementando gradualmente no decorrer dos projetos.
Conclusão
O cerne deste salão foi trazer a iluminação saudável de um simples slogan de marketing para métodos de projeto mensuráveis, verificáveis e replicáveis. O professor Feng Jian redefiniu os critérios de avaliação de uma luz com base nos quatro quadrantes de valor e, por meio dos indicadores m‑EDI e CS da nova norma nacional, lembrou‑nos de que o valor da luz não reside apenas na tabela de parâmetros, mas sim na experiência real do olho humano no espaço; além disso, com a fórmula de iluminação 24 horas, a lista de precauções para obras e três casos de implementação, mostrou que a abordagem centrada no ser humano não fica restrita a ideias, mas se materializa em cada escolha, em cada contrato e em cada medição realizada com espectrorradiômetro.
Da “venda de fluxo luminoso” à “entrega de luz verificável”, a mudança não se limita aos indicadores técnicos, mas também altera o ponto de partida do pensamento do designer: a luz já não existe apenas para iluminar o espaço, mas para cuidar das pessoas que nele habitam. Que este compartilhamento sirva como um novo ponto de partida para que mais profissionais revisitem seus projetos e reinventem a luz que criam.
<......
Em 16 de setembro, o salão “Ancient Town Lighting Expo – Experts Online”, organizado pela Zhongshan Ancient Town Light City Expo Co., Ltd. e promovido pela China Zhi Guang Media e pela Ming Classroom, foi realizado virtualmente. Nesta edição, convidou‑se o professor Feng Jian, vice‑presidente da Sociedade de Iluminação da Província de Henan e designer sênior de iluminação, que, abordando a transição do setor de iluminação da “revolução da eficiência energética” para a “revolução do ambiente luminoso centrado no ser humano”, apresentou aos profissionais do setor um quadro teórico sobre iluminação saudável e métodos práticos de implementação em projetos.
Mudança de mentalidade:
De “vender fluxo luminoso” para “entregar luz verificável”
O professor Feng Jian destacou que, no passado, a indústria costumava comercializar parâmetros dos equipamentos e competir pelo fluxo luminoso, com o foco do projeto limitado a “este local está muito escuro, precisa de mais luz” ou “vender a luminária e deixá‑la acesa já é valor”. Com a entrada em vigor de requisitos rígidos como baixo teor de luz azul, o mercado vem se voltando para uma abordagem centrada no ser humano — o objetivo do projeto deve ser proporcionar, aos espaços reais e às pessoas, um valor de iluminação saudável, perceptível e verificável.

Tendência de receita das três grandes empresas nos últimos dez anos
Base científica:
Os quatro quadrantes de valor da iluminação saudável
Uma luz adequada deve superar a avaliação dos quatro quadrantes saúde, sustentabilidade, produtividade e emoções: o quadrante da saúde diz respeito à iluminação circadiana e à melatonina; o quadrante da sustentabilidade abrange o ciclo de vida completo, as metas de carbono neutro e a reciclabilidade; o quadrante da produtividade envolve concentração e eficiência no trabalho; já o quadrante das emoções está relacionado ao ambiente, à socialização e à memória afetiva. Por outro lado, as normas nacionais e setoriais tradicionais geralmente cobrem apenas parâmetros do produto, como iluminância, eficiência luminosa, índice de ofuscamento e índice de reprodução de cor, deixando justamente de fora a questão crucial: “qual é o impacto real da luz sobre as pessoas?”
Que tipo de luz é adequada para esta pessoa diante de mim?
É preciso começar a compreender as pessoas
A nova norma nacional GB/T 46119‑2025 “Dose de Efeitos Biológicos Não Visuais da Luz sobre os Olhos Humanos” preencheu essa lacuna, destacando dois indicadores especialmente importantes:
m‑EDI (iluminância equivalente à luz diurna D65, em resposta à melanopsina): medido segundo a posição vertical dos olhos, considerando 1,2 m na posição sentada e 1,5 m na posição em pé, em vez dos tradicionais 75 cm da superfície de trabalho; requer espectrorradiômetro portátil, pois o luxímetro comum não consegue medir.
CS (valor de estímulo circadiano): varia de 0 a 1, refletindo a intensidade da supressão da melatonina durante a noite.
Tomando o quarto como exemplo, nas três horas anteriores ao sono, o valor de m‑EDI deve ser inferior a 10 lx e o valor de CS inferior a 0,1; valores acima desses limites interferem na secreção de melatonina e prejudicam o sono — conclusões baseadas em amplas pesquisas com populações chinesas.

Valores recomendados pela GB/T 46119‑2025 “Dose de Efeitos Biológicos Não Visuais da Luz sobre os Olhos Humanos”
O professor Feng enfatizou que a iluminação saudável deve formar um ciclo fechado:
Cadeia da iluminação saudável:
Projeto do ambiente luminoso + resposta fisiológica humana → benefícios para a saúde → otimização contínua.
Cadeia da iluminação inteligente:
Conexão de dispositivos + percepção de dados → tomada de decisão inteligente → feedback na execução.
Se qualquer elo desse ciclo for quebrado, a iluminação saudável torna‑se apenas discurso de marketing, e a iluminação inteligente não passa de pseudo‑inteligência com Wi‑Fi adicionado.
Design residencial:
Fórmula de luz para 24 horas
Diante da situação atual, em que as pessoas modernas sofrem com a falta de luz natural durante o dia e são perturbadas pela luz azul das telas à noite, o professor Feng Jian propõe ajustar dinamicamente o ambiente luminoso conforme as diferentes fases do dia e da noite:
6h30–9h00: luz branca fria, auxiliando o organismo a despertar rapidamente.
9h00–17h00: iluminância e reprodução de cor confortáveis, garantindo a eficiência no trabalho.
17h00–21h00: luz quente entre 3000–3500 K, criando um ambiente acolhedor.
21h00–23h00: redução da temperatura de cor (abaixo de 2000 K) e controle do valor de m‑EDI, minimizando a interferência no sono.
Noite avançada: temperatura de cor extremamente baixa, assegurando que idosos não sejam incomodados por luz forte ao levantar‑se durante a madrugada.
Insights de design
A verdadeira iluminação inteligente não é apenas ligar/desligar ou aumentar a intensidade; trata‑se de um “roteiro luminoso” que acompanha o ritmo circadiano humano. As soluções tradicionais frequentemente ignoram as necessidades especiais de luz antes de dormir e durante a noite, sendo esse um dos fatores ocultos que afetam a qualidade do sono das pessoas modernas.
Para idosos que precisam levantar‑se à noite, ele apresentou cinco pontos-chave: reduzir a iluminância vertical na altura dos olhos (1,2 m); evitar que a fonte de luz incida diretamente sobre a linha de visão; atenuar a iluminação elevada e preferir luminárias com proteção contra ofuscamento (evitando luminárias embutidas); utilizar mais fontes de luz baixas, indiretas e suaves; e manter a continuidade da iluminação ao longo do trajeto noturno, eliminando áreas escuras e reduzindo o risco de quedas.
O professor Feng também lembrou que não é necessário demonizar a luz azul — durante o dia, ela é indispensável e, em ambientes de escritório, sua presença controlada pode até melhorar a concentração; somente à noite é preciso exercer rigoroso controle para não prejudicar o sono.

Destaque para a faixa crítica: luz azul de curto comprimento de onda, entre 460–490 nm (intervalo central de maior impacto).
Ele ainda apresentou uma lista de verificação de cinco perguntas para a iluminação residencial (divisão por períodos do dia, valor de m‑EDI antes de dormir, trajeto noturno, transição entre estudo e sono, integração entre telas noturnas e sistemas finais), como ferramenta de autoavaliação para designers. Tanto esta lista quanto a nova norma nacional mencionada acima são recomendadas, e não obrigatórias.
Design de ambientes corporativos:
Quatro cenários principais + dicas para evitar armadilhas na obra
Na parte de projetos corporativos, toma‑se como base a norma de construção WELL, abrangendo escritórios, hospitais, hotéis e centros de cuidados. No caso dos escritórios, não basta atingir 300 lx na mesa; durante o dia, é necessário manter uma iluminância vertical suficiente na altura dos olhos, e, durante o período de sonolência vespertina, elevar localmente para mais de 800 lx, dissipando o cansaço. Já nos ambientes hospitalares e de cuidados, destaca‑se a importância da iluminação circadiana.

À esquerda, acima: caso‑referência: quarto circadiano do Hospital de Cuidados para Idosos SuKang, em Suzhou.
À direita, acima: inSona, Hospital de Cuidados para Idosos SuKang, em Suzhou (quarto circadiano).
À esquerda, abaixo: residência de alto padrão em Xangai, de Tang Guo.
À direita, abaixo: edifício de escritórios 5A, de Signify.
Entre as armadilhas mais comuns na fase de execução estão: controle descontrolado da tolerância de cor, cálculo apenas das luminárias sem considerar a reflexão ambiental, obstrução por móveis e decoração, e ajuste apenas da intensidade sem sincronização temporal.
O professor Feng sugeriu medidas de controle desde a origem: quantificar a tolerância de cor e outros indicadores como m‑EDI no documento de licitação; exigir que todas as luminárias de um mesmo lote sejam identificadas por amostras seladas, realizar testes de comparação ao chegar e recusar categoricamente produtos não conformes, garantindo assim um controle integral pré‑, meio‑ e pós‑execução. Em casos‑referência como o quarto circadiano do Hospital de Cuidados para Idosos SuKang, residências de alto padrão e edifícios de escritórios 5A, ele implementou tanto a iluminação circadiana quanto a verificação prática.
Cinco ações que os designers podem adotar já nesta semana
Incluir m‑EDI, CS e outros indicadores não visuais no projeto, aumentando sua credibilidade.
Definir claramente no contrato requisitos técnicos como espectro SPD, sequência temporal e curva de distribuição de luz.
Levar um espectrorradiômetro ao local de inspeção para medições práticas durante a fase de aceitação.
Considerar previamente as condições de acabamento e decoração do espaço, antecipando possíveis perdas de luz.
Reforçar a supervisão no local e o gerenciamento do projeto, assegurando a consistência entre o projeto e a execução final.
Perguntas e respostas
Na sessão interativa do salão, o professor Feng Jian respondeu ainda a dúvidas levantadas pelo público:
1. A lista de verificação de cinco perguntas para residências e a lista de verificação para obras são obrigatórias ou recomendadas?
O professor Feng: são recomendadas, não constituem cláusulas obrigatórias; a GB/T 46119‑2025 também é uma norma nacional recomendada. Incluir essas listas no projeto demonstra uma preocupação centrada no ser humano e reforça a credibilidade.
2. Como evitar problemas de execução como controle descontrolado da tolerância de cor, obstrução por móveis e falha na calibração?
O professor Feng: controle desde a etapa de licitação: quantificar todos os indicadores, incluindo tolerância de cor e m‑EDI; exigir que as luminárias de um mesmo lote sejam identificadas por amostras seladas, realizar testes de comparação ao chegar e recusar categoricamente produtos não conformes. Um controle rigoroso em todas as etapas — projeto, fornecimento e aceitação — ajuda a reduzir o descompasso entre o projeto e a execução.
3. Como comunicar o valor da iluminação saudável ao cliente e incentivar o pagamento?
O professor Feng: incorporar m‑EDI, CS, estroboscopia, efeitos não visuais sobre a melatonina, controle da temperatura de cor e sequência temporal no escopo do projeto, em vez de apresentar apenas iluminância e temperatura de cor; envolver profundamente o designer na fase de compra, realizar medições práticas no local com espectrorradiômetro e apresentar o valor por meio de dados quantificáveis, garantindo a coerência entre o projeto e a execução.
4. O que fazer quando o relatório de teste da fábrica e as medições no local divergem?
O professor Feng: o relatório da fábrica avalia apenas os parâmetros intrínsecos da luminária, enquanto as medições no local avaliam a resposta percebida pelos olhos humanos, influenciada pela forma de instalação e pela reflexão ambiental. Em caso de discrepância, primeiro investigar se o problema está na luminária ou na execução; se, após a calibração, ainda houver não conformidade, colaborar com a fábrica para resolver a adaptação da luminária.
5. Quais são as prioridades para designers iniciantes que desejam aplicar o conceito de iluminação saudável?
O professor Feng: primeiro, dominar plenamente as normas nacionais vigentes de iluminação e familiarizar‑se com softwares de projeto (como DIALux evo e Koolux); usar o Koolux para simular m‑EDI e a iluminância equivalente à melanopsina, avaliando simultaneamente a iluminância vertical na altura dos olhos, além da iluminância da superfície de trabalho, e levando em conta o índice LPD de economia de energia. Escutar, observar e estudar bastante, implementando gradualmente o conceito em cada projeto.
Conclusão
O cerne deste salão foi trazer a iluminação saudável de um simples slogan de marketing para um método de projeto mensurável, verificável e replicável. O professor Feng Jian redefiniu os critérios de avaliação de uma luz com base nos quatro quadrantes de valor e, por meio dos indicadores m‑EDI e CS da nova norma nacional, lembrou‑nos de que o valor da luz não reside apenas na tabela de parâmetros, mas na experiência real dos olhos humanos no espaço; além disso, com a fórmula de luz para 24 horas, a lista de precauções para obras e três casos de implementação, fez com que a abordagem “centrada no ser humano” deixasse de ser apenas um conceito abstrato e ganhasse corpo em cada escolha, em cada contrato e em cada medição realizada com espectrorradiômetro.
De “vender fluxo luminoso” para “entregar luz verificável”, a mudança não se limita aos indicadores técnicos; trata‑se, sobretudo, de uma alteração na base de pensamento do designer: a luz já não existe apenas para iluminar o espaço, mas para cuidar das pessoas que nele habitam. Que este compartilhamento sirva como um novo ponto de partida para que mais profissionais revisitem seus projetos e reinventem a luz que oferecem.
China Light
Site oficial da Associação Chinesa da Indústria de Iluminação e plataforma multimédia do setor de iluminação. Além de fornecer informações autorizadas e oportunas sobre iluminação, procuramos ser parceiros do crescimento das empresas. Da promoção de marcas e expansão de canais à consultoria, formação de talentos e participação na elaboração de normas, oferecemos serviços profissionais abrangentes para ajudar as empresas a melhorar a qualidade e a eficiência e promover conjuntamente o desenvolvimento de alta qualidade da indústria da iluminação.
Contactos para colaboração
仇纯 (Sra.): 158 6155 3579
顾君 (Sr.): 137 7157 5253