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Respeitando o senso comum, concretizando a inspiração | Revisão aprofundada da iluminação comercial por camadas de Temperatura de cor no Sijing Impression City

Fonte: China Light Leituras: 2068

Em 13 de agosto, o “Luz da Fudan”, série de palestras, foi transmitido ao vivo pelo canal do YouTube “Ming Classroom” e “Lao Hong Lun Deng”, convidando especialmente a professora Gu Wenyi, designer de iluminação da Difei Hotel Design Consulting (Shanghai) Co., Ltd. e ex‑aluna da Universidade de Fudan, para realizar uma análise detalhada de todo o processo de design de iluminação do Impression City de Songjiang, em Shanghai.

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A professora Gu Wenyi é formada em Fontes de Luz e Iluminação pela Universidade de Fudan. Com mais de 20 anos de experiência em design de iluminação, integra a comissão de revisão das normas nacionais chinesas “Padrão de Design de Iluminação Noturna Urbana JGJ/T 163” e “Padrão de Iluminação Interna por LED GB/T 31831”. Ela atua profundamente no design de iluminação para diversos tipos de espaços, como comércios e hotéis, unindo elevado nível de elaboração normativa com ampla experiência prática na execução de projetos.


Nesta apresentação, o foco está no caso premiado do Prêmio de Inovação em Iluminação de 2026 — o projeto de iluminação interior do Impression City de Songjiang, em Shanghai. Localizado na Cidade Universitária de Songjiang, voltado para estudantes e famílias jovens, o projeto segue firmemente o conceito arquitetônico de “integração entre o mundo 2D e o mundo 3D”. O projeto já recebeu o Prêmio de Excelência em Design de Iluminação LIT, o segundo lugar no CREDAWARD de Design de Iluminação, além de ter sido contemplado com o Prêmio de Excelência do Prêmio de Inovação em Iluminação de 2026.


Conceito central: respeitar o senso comum e dar vida à inspiração


A professora Gu Wenyi apresentou durante a palestra uma filosofia de design que permeia todo o processo: “respeitar o senso comum e dar vida à inspiração”.

Ela fez uma análise profunda dos desafios enfrentados atualmente pelo design de iluminação em empreendimentos comerciais:

Os principais interesses do cliente incluem rentabilidade comercial, conformidade regulatória, controle de custos, eficiência operacional, experiência do usuário e prazos de execução — demandas que já se consolidaram em padrões internos padronizados dentro das grandes redes comerciais.

Já os designers buscam expressar conceitos, criar experiências espaciais únicas e refletir sobre as relações de circulação.


“Do lado esquerdo estão os paradigmas estabelecidos, as práticas convencionais e os caminhos já testados; do lado direito, aquilo que queremos expressar. O trabalho do designer é encontrar uma brecha no meio”, enfatizou Gu Wenyi, acrescentando que “inovar não significa derrubar regras, mas sim identificar aquele pequeno ponto que vale a pena mudar”.

Os designers precisam compreender os motivos por trás dessas regras estabelecidas pelos clientes e, gradualmente, dissipar suas preocupações, em vez de simplesmente pedir que “sejam mais corajosos”.


Design central: sistema estratificado e tridimensional de temperatura de cor, de 2700K a 6500K

A lógica da divisão por faixas de temperatura de cor

O principal ponto inovador do projeto de iluminação do Impression City de Songjiang reside na combinação criativa com o design de ambientes internos, utilizando um planejamento estratégico de temperaturas de cor divididas e em transição, variando de 2700K a 6500K:

Área B1 – Gastronomia (mercado animado): luz quente de 2700K, evocando a atmosfera acolhedora e vibrante de um mercado popular;

Área de varejo no andar intermediário: luz neutra de 3000K/3500K, adequada ao ambiente moderno de compras;

Área de lazer no andar superior (mundo 2D): luz branca fria de 4000K–6500K, combinando sensação tecnológica com cenários típicos do universo 2D.


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Essa divisão por temperaturas de cor não surgiu do nada; ela está intimamente ligada à narrativa arquitetônica — o próprio edifício do Impression City de Songjiang já apresenta uma clara hierarquia nos materiais, nas texturas das paredes e nas tonalidades do piso. A tarefa do designer de iluminação é “apoiar” essa história, integrando a luz ao espaço.

A linha narrativa completa — Songjiang é a origem cultural de Xangai, com o sítio arqueológico de Guangfulin carregando uma rica herança histórica; ao mesmo tempo, a Cidade Universitária de Songjiang concentra um grande público jovem.

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Busca-se integrar os ricos elementos culturais e históricos de Guangfulin

com o estilo de vida moderno dos jovens e das famílias.


Imagem dual de temperatura de cor nos átrios norte e sul

O projeto conta com dois átrios, norte e sul, com cerca de 70 metros de extensão. O átrio norte é definido como um espaço “2D”, com temperatura de cor mais fria (até 6500K), em harmonia com a instalação de uma medusa no teto; já o átrio sul tende a ser mais “3D”, utilizando luz neutra e quente.


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Gu Wenyi destacou que, embora haja uma forte diferença de temperatura entre os átrios norte e sul, no local não se percebe uma ruptura visual, pois foram cuidadosamente aplicadas transições graduais de temperatura de cor, aliadas à entrada de luz natural, resultando em um espaço muito harmonioso.


“Este é um projeto que eu adoro recomendar aos clientes, porque, em um único espaço e num curto período de tempo, é possível passar de 2700K no subsolo até 6500K no topo, experimentando pessoalmente todas as temperaturas de cor.”

Desafios na implementação: o preço da inspiração


Todo o sistema estratificado de variação de temperatura de cor é realizado com extensas fitas de iluminação autoemissoras, sendo este o maior ponto de inovação e também o principal desafio do projeto. A professora Gu Wenyi revisou minuciosamente os diversos problemas práticos encontrados durante a fase de execução:


1. Falha na transição de luminância entre diferentes temperaturas de cor

O projeto utiliza fitas lineares de 28W com mudança de temperatura de cor nas áreas de transição entre andares. Essas fitas dependem da mistura de duas séries de LEDs; durante a regulação da intensidade luminosa, a potência é reduzida diretamente à metade, para 14W, gerando uma evidente queda de brilho. Para solucionar isso, a equipe adotou duas abordagens: primeiro, encomendou junto ao fabricante fitas fixas com temperaturas de cor segmentadas (a cada 5 metros, com transições sutis de 3300K para 3400K), minimizando a discrepância visual; segundo, utilizou cortinas anti-fumaça e divisórias decorativas para criar separações físicas, evitando a sensação de desconexão causada pelas junções rígidas das fitas contínuas.


2. Problemas de uniformidade na iluminação de elementos decorativos não padronizados

O projeto faz amplo uso de painéis triangulares autoemissores, placas metálicas móveis e redes luminosas especiais, todos apresentando desafios de uniformidade — marcas escuras nas juntas de acrílico, diferenças de iluminação entre os dois lados das placas metálicas e desequilíbrios de luminosidade entre a parte superior e inferior das caixas de luz no teto. Após múltiplas amostras e testes no local, a equipe ajustou os ângulos de instalação dos dispositivos e adicionou fitas auxiliares de iluminação, finalizando a otimização. Gu Wenyi recomenda que, ao trabalhar com formas semelhantes, seja previsto um ciclo prolongado de testes no local.


3. Obstrução causada por projetores interligados entre andares

Projetores instalados em escadas rolantes e áreas de pé-direito duplo não foram verificados em conjunto com os planos de fachada; os dispositivos superiores acabavam obstruindo os espaços inferiores, exigindo posteriormente a perfuração no local para instalar Downlights. A professora alertou que, no design de iluminação comercial, é essencial realizar simultaneamente avaliações tanto no plano quanto na fachada de todos os pontos de iluminação.


4. Controle rigoroso dos limites de conformidade para temperaturas de cor mais altas

As faixas de 2700K a 4000K estão totalmente em conformidade com as normas nacionais de iluminação interna; já a luz branca fria de 4000K a 6500K é utilizada exclusivamente em instalações artísticas decorativas nos átrios, não sendo destinada a áreas de permanência prolongada de clientes, evitando assim riscos regulatórios. Ao mesmo tempo, Gu Wenyi apontou que a norma nacional vigente para a iluminância dos corredores de shopping é relativamente baixa, não correspondendo às necessidades operacionais reais das principais redes comerciais, que exigem entre 200 e 1000 lux. Ela conclamou o setor a aperfeiçoar as normas de iluminação para grandes centros comerciais.

Perguntas e respostas

Na sessão de perguntas e respostas, a professora Gu Wenyi respondeu detalhadamente às dúvidas dos espectadores:


P: Qual é a base para a divisão das faixas de temperatura de cor? Como garantir uma transição suave e sem rupturas entre as diferentes temperaturas de cor nos vários andares?

A: A divisão por faixas de temperatura de cor parte inicialmente da distinção prévia feita pelo arquiteto quanto aos materiais e à configuração de cada andar — a gastronomia no térreo naturalmente se adapta à luz quente, enquanto o lazer 2D no andar superior combina bem com a luz branca fria. Na execução, adota-se a estratégia de “temperatura fixa por andar + transição gradual”: B1 mantém 2700K; no 1º e 2º andares, o lado esquerdo fica em 3500K e o direito em 3000K; no 3º e 4º andares, o lado esquerdo sobe para 4000K e o direito para 3500K; já o átrio norte, devido às instalações de sinos e medusas, chega diretamente a 6500K.

Quanto ao problema da redução de luminância nas transições, a solução final foi adotada em duas etapas: primeiro, encomendar fitas fixas com temperaturas de cor segmentadas (com ajustes de 100K a cada 5 metros); segundo, utilizar cortinas anti-fumaça como barreira física. Para novos projetos, ela sugere aumentar diretamente a potência das fitas nas áreas de transição, resolvendo desde a fonte o problema da queda de luminância durante a regulação.


P: Entre os átrios norte e sul, há uma grande diferença de temperatura de cor — como equilibrar a percepção visual e garantir a harmonia geral no local?

A: Não há um problema evidente de desconexão. O motivo principal é a existência de transições naturais e graduais no espaço — de 2700K no térreo até 6500K no topo, a trajetória dos visitantes permite sentir progressivamente a mudança de temperatura de cor, enquanto a luz natural entra de cima para baixo, acompanhando os hábitos visuais humanos. A professora afirmou: “Este é um projeto do qual me orgulho muito; muitos clientes não têm noção de temperatura de cor, então eu costumo dizer: ‘Venham conhecer o Impression City de Songjiang’.”


P: Como membro da comissão de revisão das normas nacionais, ao propor soluções inovadoras de temperatura de cor, como equilibrar a criatividade luminosa com as restrições impostas pelas normas e pela padronização comercial?

A: As faixas de 2700K a 4000K são completamente compatíveis com as normas vigentes; já a luz branca fria de 6500K é utilizada apenas em instalações decorativas nos átrios, onde os clientes não permanecem por longos períodos, portanto não viola as exigências regulatórias. Quanto à iluminância, a norma nacional atual exige apenas 50 lux nos corredores de shopping, mas redes como Wanda e Vanke operam com padrões reais de 800 a 1000 lux. O projeto prioriza as necessidades operacionais comerciais, ao mesmo tempo em que conclama o setor a atualizar as normas relacionadas à iluminância em grandes centros comerciais. Em suma, a inovação não ultrapassa os limites obrigatórios; apenas realiza otimizações contextualizadas dentro dos padrões recomendados.


P: Os lojistas de um shopping de 100 mil m² entram em funcionamento em momentos distintos, e a instalação independente de luminárias por parte de cada loja pode desestabilizar o sistema global de temperatura de cor. Que medidas de controle foram adotadas antecipadamente?

A: O principal instrumento de controle é o planejamento prévio da divisão por atividades comerciais, evitando conflitos desde a origem — os lojistas do andar superior, dedicados ao universo 2D, naturalmente preferem a luz branca fria, enquanto os do térreo, voltados à gastronomia, se adaptam melhor à luz amarela quente; assim, a correspondência natural entre atividades e temperaturas de cor reduz significativamente as tensões de comunicação. Algumas atividades especiais (como equipamentos multicoloridos de iluminação fria em determinado andar) não podem ser controladas de forma unificada; aqui, prevalece a demanda operacional do cliente, e a iluminação local não compromete o tom geral do shopping. “O comércio deve colocar os lojistas em primeiro lugar, negociar entre si; se não houver consenso, dá-se primazia ao cliente — esse é o sentido de responsabilidade de quem atua como fornecedor.”


P: Muitos shoppings desejam replicar o modelo de temperatura de cor estratificada, mas os clientes temem os altos custos dos dispositivos e a complexidade da manutenção. Existe alguma solução simplificada e de alto custo-benefício para facilitar a implementação?

A: Os principais desafios de custo e manutenção provêm das fitas contínuas de mudança de temperatura de cor e do sistema de regulação DMX. A ideia central para simplificar a execução consiste em dois pontos: primeiro, reduzir o design de transições graduais contínuas, utilizando barreiras físicas (cortinas anti-fumaça, molduras decorativas no teto, diferenciação de materiais no piso) para delimitar blocos de diferentes temperaturas de cor, eliminando a necessidade de longas fitas de mudança de temperatura; segundo, abandonar a transição contínua em todos os andares, dividindo apenas em quatro quadrantes básicos de temperatura de cor, com cada área utilizando Downlights de temperatura fixa e fitas comuns, realizando apenas pequenas transições pontuais nos pontos de conexão, reduzindo drasticamente os custos de aquisição e manutenção do sistema de regulação e dos dispositivos não padronizados.

Conclusão e lições aprendidas

O projeto de iluminação do Impression City de Songjiang estabeleceu um modelo replicável de inovação luminosa para empreendimentos comerciais em áreas periféricas: sem subverter a experiência consolidada do setor, realiza inovações moderadas dentro das normas, utilizando sistemas de temperatura de cor estratificados para impulsionar o fluxo de clientes e a rentabilidade do shopping.


“Respeitar o senso comum é uma forma de reverência pela experiência; dar vida à inspiração é assumir responsabilidade pelo futuro.”


Gu Wenyi mencionou que, atualmente, as ferramentas de IA libertam os designers de tarefas repetitivas, permitindo que os profissionais encontrem pontos de inovação dentro de rotinas padronizadas; já os jovens designers podem aproveitar sua vantagem criativa para construir espaços diferenciados dentro de sistemas maduros, fortalecendo assim sua própria competitividade central.

Nota: Este texto foi compilado a partir da gravação da palestra da professora Gu Wenyi, intitulada “Projeto de Iluminação Interior do Impression City de Songjiang”, realizada em 13 de agosto de 2026 no canal “Ming Classroom”, e publicado pela própria plataforma.

Clique aqui para assistir à gravação da palestra

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