Nos próximos cinco anos, as instituições públicas vão reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono na iluminação desta forma

Recentemente, a Administração de Assuntos dos Órgãos do Estado e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma emitiram conjuntamente o “Plano de Trabalho para a Economia de Energia e Redução de Carbono nas Instituições Públicas durante o 15º Plano Quinquenal” (doravante denominado “Plano”). Diversas medidas incluídas no documento trarão oportunidades no segmento das instituições públicas para o setor de iluminação, impulsionando a modernização abrangente de produtos de iluminação, modelos de projetos e capacidades empresariais.
Conteúdo do Plano
O Plano estabelece que, tomando como base as emissões de carbono e o consumo de energia e recursos em 2025, até 2030 as instituições públicas, dentro do âmbito estatístico, deverão reduzir em 8,5% as emissões de carbono por unidade de área construída, em 5% o consumo de energia por unidade de área construída e em 3% o consumo de água per capita, com o objetivo de atingir o pico absoluto das emissões de carbono antes de 2030.
O Plano define claramente cinco frentes de ação — promover e alcançar o pico de emissões de carbono nas instituições públicas, incentivar o uso eficiente e concentrado de recursos, acelerar a adoção de estilos de vida e produção sustentáveis, fortalecer os mecanismos de apoio e garantia à economia de energia e redução de carbono, e consolidar esforços para a implementação do plano — além de 16 medidas de suporte e garantia.
O Plano exige o reforço da construção de sistemas normativos e padrões, a revisão oportuna do “Regulamento sobre a Economia de Energia nas Instituições Públicas”, a consolidação de um sistema abrangente de normas e procedimentos para a economia de energia e redução de carbono nas instituições públicas, bem como a rápida publicação de cotas físicas e padrões de serviços para equipamentos de consumo energético; a solidificação da base de medição e estatísticas, promovendo a atualização dos sistemas de medição de energia e recursos e a evolução contínua da Plataforma Nacional Integrada de Informação sobre a Economia de Energia e Recursos nas Instituições Públicas; a ampliação do uso de mecanismos de mercado, incentivando a adoção, de forma prudente e gradual, de modelos de gestão de energia baseados em contratos, como a administração de despesas energéticas; e o aprimoramento das competências profissionais, com intensificação de treinamentos em eficiência energética e avanços na pesquisa teórica e prática.
No que diz respeito aoreforço das iniciativas de renovação para economia de energia e redução de carbono, o Plano propõe a execução contínua de obras de melhoria energética e de redução de carbono nas estruturas de envoltória dos edifícios existentes, bem como nos sistemas energéticos integrados — aquecimento, ar-condicionado, iluminação, elevadores, instalações de transformação e distribuição de energia, infraestrutura de computação — e nos principais equipamentos de alto consumo energético, incentivando a implantação de sistemas de gestão energética e o aperfeiçoamento da operação desses equipamentos-chave.
Quanto àpromoção de práticas de escritório ecológicas, o Plano recomendaintensificar a compra verde, priorizando a aquisição e utilização de produtos, equipamentos, instalações e serviços que contribuem para a proteção do meio ambiente, tais como aqueles que economizam energia, água, terras, materiais e recursos minerais.
Em relação aofortalecimento da construção de sistemas normativos e padrões, o Plano propõe a criação de um sistema simplificado, lógico e pragmático de normas e procedimentos para a economia de energia e redução de carbono nas instituições públicas, acelerando a publicação de cotas físicas e padrões de serviços para equipamentos de consumo energético.
Quanto àexpansão do uso de mecanismos de mercado, o Plano sugere a promoção, de forma ativa e equilibrada,de modelos de gestão de energia baseados em contratos, como a administração de despesas energéticas, aperfeiçoando modelos-padrão de contratos de gestão e organizando, de maneira ordenada, a prestação desses serviços.
Liberação de benefícios
Segundo dados oficiais da Administração de Assuntos dos Órgãos do Estado, em 2023 havia cerca de 1,499 milhão de instituições públicas em todo o país, incluindo órgãos do Partido e do governo, escolas, hospitais, institutos de pesquisa, espaços culturais e esportivos, entre outros. Essas instituições apresentam grande volume construtivo e demanda energética estável. Em 2022, a Administração de Assuntos dos Órgãos do Estado, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério das Finanças emitiram conjuntamente a “Opinião sobre o Incentivo e Apoio à Adoção de Serviços de Administração de Despesas Energéticas pelas Instituições Públicas”. Desde então, foram implementados, em todo o país, 736 novos projetos de administração de despesas energéticas, com valor contratual acumulado superior a 22 bilhões de yuans, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento da indústria de eficiência energética e para a expansão da demanda interna.
Nos próximos cinco anos, muitas instituições públicas entrarão em uma janela de reforma sistêmica, o que gerará uma demanda contínua e estável por aparelhos de iluminação e sistemas de controle. Além disso, em instituições como hospitais e complexos culturais e esportivos, a necessidade de iluminação especializada é elevada, beneficiando empresas do setor de iluminação que aprofundam canais de engenharia e produzem soluções específicas para esse segmento. Ao mesmo tempo, os equipamentos de iluminação utilizados nessas instituições passarão a ser submetidos a gestão por cotas, promovendo a padronização de produtos e serviços de engenharia. Ademais, o Plano incentiva a administração de despesas energéticas e modelos de gestão de energia baseados em contratos; assim, intervenções de iluminação podem ser incorporadas a projetos de gestão energética, abrindo espaço para diagnósticos de eficiência energética, execução de projetos e manutenção posterior, permitindo que empresas de iluminação ampliem suas atividades para serviços de eficiência energética e gestão de projetos, diversificando seus modelos de negócios e conduzindo o setor rumo a uma transição de venda de produtos para a oferta de soluções integrais de eficiência energética.
Este Plano constitui um documento orientador de referência para a economia de energia e redução de carbono no setor das instituições públicas, marcando a passagem dessa área de uma fase de “orientação voluntária” para uma etapa de “restrições rígidas”, o que abrirá novos espaços de crescimento para o mercado de engenharia de iluminação e de soluções de iluminação especializada. No futuro, o segmento de iluminação nas instituições públicas deixará para trás a concorrência desenfreada baseada em preços baixos, avançando rumo a uma nova fase de desenvolvimento de alta eficiência energética, inteligência, serviços e conformidade. Empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, possuem soluções sistêmicas e capacidade de operação de projetos, e mantêm rigorosos padrões de eficiência energética de seus produtos, estarão em posição privilegiada para aproveitar plenamente os benefícios desta política.

(Fonte da imagem: site oficial da Administração de Assuntos dos Órgãos do Estado)
Fonte: Associação Chinesa de Iluminação